segunda-feira, 15 de setembro de 2014

DELINQUENTES – Na Zona da Amazônia - single

Arte by John Bogéa


Ouça o novo single aqui:

SOUNDCLOUD


BANDCAMP


Segue aí o mais novo petardo da DELINQUENTES, o single Na Zona da Amazônia, contendo 2 músicas. Uma inteiramente inédita (Na Zona da Amazônia, que dá título ao single) e Igreja Alienatória (que havia sido lançado apenas em demos tapes e que levou uma nova roupagem).

O single foi gravado entre julho e setembro de 2014, entremeados por momentos de shows, alegrias mas também de tristezas, pois foi justamente no meio da gravação que nosso guitarrista perdeu o seu irmão, Bruno Rabelo, que além de ser um parceirão, fazia todas as nossas camisas ultimamente, sendo quase um braço da banda.

Tragédias a parte, lançamos agora nosso novo material, sucessor do DVD Planeta dos Macacos (2013), e do single também virtual Formigueiro febril. Sendo que dessa vez, há planos de futuramente lançá-lo também em vinil compacto 7’. No decorrer da semana, iremos soltar algumas curiosidades sobre a gravação.

* O show de lançamento será no Tattoo Day Fest, sábado que vem no Hangar Centro de Convenções (22h). A nossa apresentação está prevista para as 22h, mas antes e depois, teremos bandas fodassas daqui e de fora.

* Dedicado ao companheiro e irmão Bruno Rabelo. Curta esse som onde estiver.

FICHA TÉCNICA


Gravado e mixado no LK Music Studio entre julho e setembro de 2014.
Mixado e masterizado por: Kleber Chaar
Produzido por: José Lucas Neves e Delinquentes

Arte (capa/contracapa): John Bogéa - 

Delinquentes:
Jayme Katarro: vocal
Pedro Bernardo: guitarras
Pablo Cavalcante: baixo e backing vocal
Raphael Lima: bateria

Participação do coral piaba-core nos 2 sons:
Pablo Cavalcante (Delinquentes), Alan Tyson (Fora Parte), Rafael Nagano (Necrosys Rotten), Samara Cardoso (Esgoto Surfers), Claudio Mateus (Peixe De Vala), Gilmour Souza (Mijo de Rato), Cesar Augusto (Immortal Shape), Vevé Fest (Ato Abusivo) e Alexandre “Kalado” Brito (Morte Suicida e Estorvo).

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Lançamento do novo single: NA ZONA DA AMAZÔNIA (2 SONS)


PRÉ-LANÇAMENTO: 13/09 (sábado – 16h)
Audição com entrevista no programa Balanço do Rock - Rádio Cultura, 93.7 MHZ
Ao vivo pelo Portal Cultura: http://www.portalcultura.com.br/

LANÇAMENTO VIRTUAL: 15/09 (2ª feira – 10h)
Através dos link’s:
http://www.delinquenteshc.blogspot.com.br/
https://www.facebook.com/delinquentes.hc

SHOW DE LANÇAMENTO: 20/09 (sábado – 22h)
Tattoo Day Fest 2014
Hangar Centro de Convenções – 22h

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

RETROSPECTIVA DELINQUENTES 2013



Como sempre um pouco tardiamente, estamos aqui fazendo a nossa retrospectiva do ano. Sem dúvida foi um ano bem frutífero para a banda. E ao pé da letra, já que foi um ano de colher um pouco o que plantamos no nosso passado recente. 

O ano começou meio tarde para nós. O 1º show foi em junho apenas, mas em compensação, foram verdadeiras maratonas, em alguns casos, de 3 shows por semanas como na semana do Terruá e do lançamento, por exemplo, e de 2 shows em uma única noite, como rolou em Brasília. Shows importantes e grandes, como o da Mostra Terruá, do lançamento do DVD, da volta ao Se Rasgum (depois de 2 edições afastados) e o mais importante de todos: Da participação no Goiânia Noise Festival, tocando no mesmo palco que o headliner Exploited (UK), banda que muito nos influenciou. Infelizmente, como muitos sabem, viajamos sem o nosso baterista Raphael Lima, que por motivos de saúde, foi substituído temporariamente pelo Martiniano nery, que toca em várias bandas locais (Adipocera, Utopia e Filadélfia). 

Fora isso, outros shows também fizeram parte de nosso calendário, alguns shows menores, mas não menos importantes, e o lançamento da coletânea tributo ao RDP Ratomaniax. Esperamos que esse ano que se inicia seja tão bom quanto o que foi esse último, e já temos alguns planos diabólicos nas mangas esperando a hora e a oportunidade certa para concretizarmos. Stay Punk / Stay Heavy.

DELINQUENTES 2013:


25/03: Lançado nacionalmente a coletânea tributo ao Ratos de Porão, "Ratomaniax", contando com bandas de peso da cena nacional e internacional, na qual a Delinquentes participou com a música "Crianças sem Futuro".

04/06: MOSTRA TERRUÁ (Teatro Margarida Schivazappa) - Grande festival organizado pela Funtelpa em que teve pela 1ª vez a participação do som pesado, no caso, o hardcore crossover da Delinquentes. Transmitido ao vivo pela rádio, TV e portal Cultura.

07/06: Apresentação no programa Conexão Cultura da Funtelpa, com um pocket show de meia hora transmitido ao vivo pela rádio, TV e portal Cultura. 

08/06: DIA D FEST (Mormaço) - Festival organizado pela própria banda e que contou com a participação das bandas: D.N.A., Adipocera, All Still Burns e Johny Rockstar, numa boa estrutura de som e iluminação.

12/07: ECO ROCK PRIMAVERA (Praça de eventos, Primavera) - Com Muffino Blues. Paralelo Onze, Mathilde e Turbo.

14/09: Tattoo Day (Hangar, Centro de Convenções) - Encontro de tatuadores que tocamos juntamente com as bandas: D.N.A., Álibi de Orfeu, A Red Nightmare e Ana Clara.

28/09: MADRUGA FEST 6 (Espaço VIP, Icoaraci) - Festival contando com bandas veteranas e novas do punk hardcore local, como Fora Parte, Nó Cego e Gibbamones.

16/11: SE RASGUM (Hangar, Centro de Convenções) - Festival de grande porte em que dividimos o palco com o Mukeka di Rato (ES).

06/12: GOIÂNIA NOISE FESTIVAL (Martin Cererê, GO) - Festival em Goiânia contando com o headliner Exploited, entre vários outros e que renderam bons comentários na mídia especializada de fora.

07/12: ATAQUE CERRADO (Teatro de Arena, Guará e Sub Pub, Jd. Ingá) - 2 shows que fizemos no entorno de Brasília, com bandas locais, renovando e reforçando amizades e parcerias, além de aproveitar para divulgar o DVD.

14/12: PITIÚ FESTIVAL (Aldeia Cabana) - Festival que contaria com o headliner D.R.I., mas que acabou sendo apenas com a paulista Zumbi do Espaço e outras locais, como Madame Saatan, Telaviv, etc.

20/12: Transmissão na íntegra do DVD Planeta dos Macacos na TV Cultura local. 

Que venha 2014.
 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

DIÁRIO DELINQUENTES TOUR CERRADO 2

2ª parte: Distrito Federal e Entorno

Por Jayme Katarro



Essa 2ª parte da nossa viagem estava sendo encabeçada por 2 parceiros. Um que conhecemos já há algum tempo (Márcio, banda Maltrapilhos) e outro que conhecemos recentemente, (Petrônio, Crushed Bones). O show foi armado no bar SUB PUB, em Jd. Ingá, que na verdade pertence a Goiás, mas fica mais perto de Brasília (uns 40 min.) que de Goiânia (umas 2 ou 3 horas). O sistema era totalmente Do Yourself, e já sabíamos disso mesmo em Belém, quando foi arrumado o show. Queríamos divulgar nosso DVD a qualquer custo e aproveitar que estávamos lá perto para tocar mais. De quebra, um 2º show foi armado ainda em Belém, por intermédio do Phú (Macakongs 2099) com o Nasser, em Guará (cidade satélite de DF). 
Indo pra Brasilia, com  o novo amigo Petrônio (Crushed Bones)
Acordamos meio tarde. Ainda com o resultado satisfatório da noite anterior na cabeça. Quem iria nos levar para Brasília seria o parceiro de longas datas Walkir Inseto, que há 2 anos tentou nos levar para tocarmos com o Olho Seco em Goiânia, e que acabou não rolando devido a nossa participação em outro show (Festival Ferrock) ter sido adiado. Por motivos pessoais, acabamos indo com o próprio Petrônio, ao qual fomos apresentados na noite anterior, no Goiânia Noise. 3 horas de viagem, cerrado, cerrado, cerrado, e nós nos divertindo com as pérolas do Marti. Era o cara certo para substituir nessa viagem o Raphael (Malafael, como diz o Pedrinho). Gente humilde, fã da banda e que gastou seu tempo para pegar nossos sons e viajar na moral. Poucos sabem, mas o Marti foi indicação minha e do próprio Raphael, que apostou nesse novo talento para o substituir temporariamente.

Felipe DCD e o seu antigo parceiro de zine (Protectors of Noise) no Guará
Lógico que chegando ao luxuoso hotel que o Márcio Picka arrumou, só quisemos saber de nos jogar na cama. Pretendíamos ir ainda no Conic para vender merchan, mas o máximo que conseguimos foi visitar a loja Porão, com o Petrônio como guia. Deixamos uns DVD's, mas compramos mais coisas que vendemos. Constastação triste que a decadência do mercado fonográfico já chegou em Brasilia. Da outra vez, vendemos bastante CD's nessa mesma loja. Dessa vez, o próprio espaço de CD's era super reduzido. No 
hotel, Pedro e Marti ainda arriscaram uma malhação na academia do terraço (chique, coisa de Iron
Nosso "manager punk" Marcio Picka nos levando pro Sub Pub (Jd. Ingá)
 Maiden). A noitinha, partimos, dessa vez com nosso novo carona, Marcio, rumo ao show do Guará. Que espaço foda esse que iríamos tocar. Uma arena enorme, mas com uma tenda pequena na frente e com um som que quase não aguentou as bandas. Fora o atraso enorme, que quase inviabilizou nossa tocada, e o público, mais miado que peixe no inverno. Mesmo assim, a iniciativa deles é bonita, e merece mais atenção. Haviam alguns amigos que insistiam para que tocássemos, inclusive nosso velho amigo Fellipe CDC, que foi lá só para nos ver e ainda levou junto o antigo editor do zine que fazia, Protectors of Noise, além de Tomaz, do Zine Oficial e até alguns amigos de Alagoas que já moraram em Belém (banda Classe Suburbana), que infelizmente foram embora antes do show porque pensavam (assim como nós) que não iríamos mais tocar. Depois soubemos que o Macakongs, que iriam tocar depois da gente, não tocou. Mas a Delinquentes sim. Uns 20 minutos. Foi um bom esquenta. Saímos correndo pro Jardim Ingá. Nunca havíamos feito isso. 2 tocadas, uma na sequência da outra. E um dia depois de um show em um grande festival. Nos sentimos a banda Titãs na época dos Jabás do Chacrinha.

Novas amizades no Bar Sub Pub
E chegamos no Bar Sub Pub, um bar tipicamente hardcore, feito pela e pra galera, cujo dono é o Emídio da banda Suicídio Coletivo, outro carinha gente boa que conhecemos lá. Lembrei de cara do bar de icoaraci Mata Gato, mas com algumas diferenças básicas. Som próprio, palco, camarim (algo que já poderia ter aqui). Infelizmente perdemos o show do Aversão, do novo amigo Flávio Moraes e do Senso Morto que tocou primeiro, Mas chegamos a assistir o Crushed Bones, que conta também com o batera do terror Revolucionário, Jeffer. Hardcore rápido e rasteiro, com sons curtíssimos, e bastante papo entre as músicas, que me lembrou o que o conterrâneo Morte Suicida fazia antigamente. 

Tocada hardcore num espaço maneiro de Jd. Ingá
Após mais um intervalo, cerveja e cachaça de jambú entre amigos, papos e mais papos, e a gente começa, dessa vez, um repertório mais hardcore ainda que os outros 2 shows anteriores, visto a hora adiantada e o próprio público presente. Mesmo assim, ainda rolou músicas mais crossover, como Luomo Delinquente. Aliás, foi a 1ª vez que vi uma galera fazendo a típica dança pogo nessa música. Quando chegou em O Viciado e Gueto (essa última com a participação do Márcio Maltrapilhos) a galera chegou mais e começou a cantar conosco. O pequeno espaço ficou um pouco mais cheio e a moçada pirou junto.
No final, todos satisfeitos (e com os berços tremidos de jambú), trocas de materiais, fotos, e aquela amizade que é feita e que a gente fica com a certeza que vai durar bem mais do que o tempo permite.

No outro dia, o preparo pra volta e a minha terrível constastação de que havia perdido minha câmera. procura daqui, procura dali, e me lembro que ficou com o Flávio Moraes do Aversão, na hora que pedi a ele para registrar nosso show. Gente de confiança, entregou ao Márcio, que enviou por sedex e chegou são e salvo no Katarrolandia. 

Mais uma viagem para ficar escrito em nossa história, dessa vez superamos nossos próprios limites, e uma pena que o nosso batera oficial não pode ir, mas foi sem dúvida a nossa viagem mais proveitosa que fizemos.

Marcio acostumando a gente mal em hotel VIP 

A caminho das tocadas

Amigos de longas datas: Luciano e Dedê (ex-Classe Suburbana)

Marti relembrando a infância no pebolim de Guará

Organizador do show de Guará


Moçada no coliseu de Guará

Show de Guará

Show de Guará

Show de Guará

Show de Guará


Espaço Sub Pub, com o anfitrião Elídio (Suicidio Coletivo)

Com a cachaça de Jambú na mente

Crushed Bones, do organizador do evento, Petrônio (baixista)

No Sub Pub (Jd. Ingá)

No Sub Pub (Jd. Ingá)

No Sub Pub (Jd. Ingá)

No Sub Pub (Jd. Ingá)

No Sub Pub (Jd. Ingá)

DIÁRIO DELINQUENTES TOUR CERRADO

1ª parte: Goiânia Noise Festival

Por Jayme Katarro.


Essa talvez tenha sido a nossa viagem mais importante até agora. Tanto pelo festival em si (Goiânia Noise Festival), quanto pela própria atração principal do mesmo, nada menos que um dos grandes nomes do hardcore mundial: The Exploited (UK), banda que influenciou bastante não somente este que aqui escreve, como também a própria raiz da banda. De quebra, o Krisiun fechando a noite de domingo. Para se ter uma noção do naipe do festival. De quebra, arrumamos uma viagem em Brasília atraves do parceiro de longas datas Marcio Picka (Maltrapilhos).
Viagem cansativa, mas proveitosa

A Viagem

Depois de uma noite mal dormida por conta das malditas conexões, chegamos, eu, Pedro, Pablo e Martiniano (substituindo o nosso batera Raphael que não pode viajar devido problemas de saúde) em Goiânia umas 10 da manhã. Isso depois de ter saído uma da manhã de Belém, ter chegado em BH as 5 e ter ficado no saguão do aeropórto de molho por 3 horas. Cansativo, mas tudo vale a pena pro objetivo que fomos.

Pegando a brisa de Goiás
Já  sentimos a organização logo ao chegarmos na cidade do pequi (que ouvimos muito falar mas não provamos), primeiro na Van, onde fomos muito bem recebidos e posteriormente no hotel, aonde haviam pessoas o tempo todo ao nosso dispor para qualquer eventualidade. No quarto do hotel, um envelope com todas as infos do festival e os contatos de todos os organizadores. Tudo isso nos deixou bem mais seguros.

Como já é de praxe, sempre quero ir logo cedo para o evento, pois haviam bandas no início do evento de amigos que eu conhecia (alguns há tempos, como o Eduardo Mesquita do Sangue Seco e o Marcos do Ressonancia Mórfica) e outros recentemente, (como o pessoal do Expressão Urbana). Pablo resolveu ir também, pra curtir mais o dia, enquanto Pedro e Marti resolveram descansar para mais tarde.

Nunca vi pratos tão grandes
Chegando ao local do show, nos surpreendemos com o espaço Martin Cererê. Pra quem não conhece, é um puta complexo, e o local (na verdade são 2 ex-caixas dáguas transformadas em espaços de shows) não é exatamente grande. Lembra um pouco o nosso Teatro Waldemar Henrique, só que em formato redondo, e com um amplo espaço ao redor que já fica mais para o Afrikan Bar. Apenas em termos de comparação. Uma coisa peculiar era que o local do show um era fechado na hora da passagem de som. Ninguém entrava lá, a não ser a banda e equipe, enquanto outra banda metia o verbo no outro espaço.
O festival começou com uma hora de atraso, mas se seguiu até ao final sem atrasar mais. Puta estrutura, som e iluminação fodasso e o público genuinamente ROCK. Um pouco diferente do que anda acontecendo aqui em BellHell hoje em dia, aonde vemos no geral um mar de indies descolados ou camisas pretas nos festivais. Lá era a moçada do rock mesmo. E tudo junto e misturado. Deu pra ver também que a cena hardcore por aquelas bandas é muito forte e grande, em parte por causa do headline do dia.

Cãocentração no hotel
Leia mais sobre algumas outras bandas (incluindo o Exploited) AQUI.

Pedrinho e Renato Reis
Muitos encontros e reencontros de velhas amizades. A maior delas foi o nosso conhecido fotógrafo Renato Reis, que está por lá há algum tempo e estava inclusive trampando no festival. Além dele, conheci muita gente que sacava desde os anos 80, por cartas, da cena hardcore. Mingau, Eduardo (outro Mesquita, esse punk das antigas), Gilmar (ARD), Tiago Babosa (Terror Revolucionário), galera do Maltrapilhos, Crusehd Bones, o Pablo (que morou em Belém e já tocou com nosso amigo Kalado e hoje reside em Goiânia e estava na equipe de trabalho do festival) e vários outros. Muito papo bom e novas amizades sendo feitas. Levei umas cachaças de Jambús do amigo Kiko e comecei a distribuir por lá. E não é que a porra fez o maior sucesso? Algumas horas rolava um ataque e tinha que me esconder com as garrafas. Até a equipe de palco do festival e um dos organizadores (Léo Bigode), vieram atras da tal pinga de jambú. Nem o velho Wattie (Exploited) escapou e provou da mesma, fazendo uma careta feiosa ao sentir o gosto de Jambú.

Com o Wattie do Exploited
Vamos ao nosso show: Estava super receoso de como o público iria reagir. Era bem diferente do público daqui, que a galera conhece bem nossos sons, mas ao ver uma moçada conhecida (tanto de Goiânia quanto de Brasília e entornos, como eles dizem), me senti mais tranquilo. Já eram alguns backings vocals do público garantido. E assim o foi. Além disso, algumas rodas de pogos se abriram, o que nos deixou mais confiantes. Quase 30 minutos de set tentando fazer um apanhado do nosso repertório, mas meio que calcado em nossa fase mais HC. No meio do show, e lembrando do que nossos amigos do Antcorpus já fizeram aqui na cidade, comecei a distibuir a cachaça de jambú, o que fez a porra ficar mais famosa ainda. Juro que não pensei nisso antes. Foi na hora essa ideia, hehe. Deu pra sacar também que os sons que fizeram mais sucesso entre a galera lá foram as mais antigas: Gueto e O Viciado principalmente, mas surpreendentemente (ou não), Um Belo Dia pra Morrer também, onde se abriu uma roda de pogo bem grande no espaço.

Pablo e as cordas que ganhou do baixista do Exploited

Saldo do show mais que foda pras nossas espectativas. Sabemos quando um show é bem sucedido. Tanto pela resposta do público lá fora (muita gente veio elogiar, inclusive pessoas que não conhecíamos), como a própria resposta da mídia em comentários. Leia AQUI o que foi falado sobre a banda na mídia.


Depois disso, era descansar um pouco no camarim, tentar (e conseguir) falar com os caras da banda que ao menos a mim me influenciou bastante musicalmente (e fomos muito bem recebidos, principalmente pelo Wattie, como citei na outra matéria e um post em separado sobre esse encontro), reencontrar mais amigos e depois, assistir aos outros shows e ao show do exploited. No dia seguinte, já com tudo marcado, nossa caminhada continuaria no Distrito Federal.
Com o Clebão (Maltrapilhos) na entrada do Exploited

Chegamos ao hotel para desmaiar. Primeiro o Pedrinho, depois o Pablo e Marti (que ficaram pra assistir parte do show do Exploited) e finalmente eu, que quase perdi minha carona, por ficar até o fim do show, e voltei numa van cheio de jornalistas de outros estados, que eu, por puro desleixo, nem me liguei em distribuir os DVD's que tinha no bolso, hehe.

Veja fotos do nosso show (por Renato Reis), AQUI.

Veja fotos do nosso show (por João Pedro - A Gambiarra), AQUI.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

GOIÂNIA NOISE E O EXPLOITED (UK)

Por: Jayme Katarro

Zefirina Bomba. Foto: Renato Reis
De praxe, não assisti tudo do Goiânia Noise Festival. O que é normal num festival grande como esse, e o que mais senti foi não assistir o show das As Radioativas, punk paulista feminino e o dos amigos do Zefirina Bomba (PB). Um porque estávamos nos preparando pra entrar na hora e o outro porque eu já estava na fila do Exploited pra pegar um bom lugar na grade. Além disso, perdi boas bandas dos outros dias que queria muito ver também, como Ação Direta, Galinha Preta e o Lust for Sexxx (essa eu conheci lá, tem um paraense gente boa na banda). As que vi:

Expressão Urbana - Estreando no festival, vimos apenas o final. Punk Rock maneiro e correto, com aquela pegada primal ainda, mas estão no caminho certo. Os caras são do corre e já vieram até tocar aqui em Conceição do Araguaia, não vindo pra Belém por falta de contato (agora já tem).

Sangue Seco. Foto: Renato Reis
Sangue Seco (do amigo de longas datas via net Eduardo Mesquita) - Também punk rock, mas esses veteranos da cena Goiania, fizeram um puta show, com uma performance ímpar do vocalista Eduardo. Deu pra sentir o entrosamento nítido dos caras no palco. 

Ressonancia Mórfica
Ressonânica Mórfica - Metal brutal e arrastado que agitou bastante o espaço. Senti influências do antigo estilo doom, porque eles possuem poucas partes rápidas. O vocalista e amigo Marcos Campos agita pacas, não para um segundo e deu pra ver que eles tem a moçada na palma da mão. Uma curiosidade é que essa banda nasceu em manaus, e há uns 10 anos reside em Goiânia.

Delinquentes - Em outro post.

E vamos aos escoceses.
Exploited. Foto: Renato Reis
Exploited. Foto: Jayme Katarro
Exploited - Não poderia deixar em branco a banda que nos influenciou desde os anos 80. Vi o show na grade, no meio de socos e pontapés da galera pogando. Performance porrada dos caras. O vocal Wattie continua o mesmo no palco. Com a voz mais rouca e grave que antes (o que é perfeitamente normal, pela idade), misturava sua agressividade de visual e atitude com simpatia no palco (isso mesmo, simpatia, o cara é super carismático nesse sentido, bem diferente da imagem que temos estereotipada dele). O baixista Irish Rob agita feito louco, distribuindo chutes imaginários e também sorrisos no palco, além de nos dar água e cerva o tempo todo dele, com a condiçaõ que ele mencionava com a mão que era pra distribuir o mesmo (só eu pedi e peguei da mão dele umas 2 latas, será que sou migué? hahaha). Já o Guita Gav tem um estilo de tocar e o próprio visual e performance no palco calcado no heavy metal. Não me refiro ao trahsh metal em particular mas ao heavy metal mesmo. Sacam aquela performance meio Saxon e Scorpions? Quase isso, sendo que menos firulante. Seria esse o real crossover? Pela pegada e solos dele, acho que ele deve tocar em bandas heavys pelo reino unido. O batera Willie Buchan, irmão do Wattie, toca PRACARALHO. Batida sintomática e pedal duplo preciso. Pegada forte, tanto que arrebentou a pele do bumbo no meio do show, o que obrigou a uma parada rápida para troca. Aliás, paradas houveram outras vezes, mas por causa dos microfones que o Wattie insistia em dar para o público e voltava com o cabo quebrado. Todos os hits estiveram presentes. Let’s Start a War, Maggie, Alternative, Troops Of Tomorrow, Rival Leaders, Beat The Bastards, Fuck The System, Fuck The USA, Army Life, Sex And Violence, Punk’s Not Dead e outras. Ao todo 23 sons e mais um bis, englobando todas as épocas que influenciaram um turbilhão de moicanos
Wattie (Exploited) autografando meu vinilzão do Let's Start a War

e coturnos mundo afora. O ponto negativo nem foi da banda, e sim de um grupo de moicanos que invadiu o palco para cantar e pogar com a banda em Sex and Violence. Até aí tudo bem (até porque mais uma vez o Wattie demonstrou total empatia com o público, aceitou numa boa e ainda deu sorrisos pros caras), mas quando alguns moicanos começaram a tirar fotos de si mesmo no palco com o vocal, aí já é meio demais, né? Tempos modernos...


Wattie (Exploited) com o Pablo Cavalcante, provando nossa cana de Jambú
Vale ressaltar que antes mesmo do show, chegamos a conversar com o baixista (que deu suas cordas antigas pro nosso baixista Pablo) e o próprio Wattie na porta do camarim, e o cara mais uma vez foi super gente boa. Estrelismo passou longe. Tirou fotos, autografou meu vinil do Let's Start a War (dá licença?), recebeu nosso DVD, perguntou se já havíamos tocado, ofereceu vinho pro Pablo, e até bebeu a nossa cachaça de jambú que levamos. Imaginem a cara que ele fez ao sentir a tremedeira no berço dele, que já estava tremendo mesmo antes de provar (?!?!?!), o porquê da tremedeira sabe-se lá, hehehe.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Imagens do Goiânia Noise Festival (incluindo os DELINQUENTES) no Independência ou Morte do Portal Terra


http://www.youtube.com/watch?v=dPcickjVH-c

Resenhas de sites do Goiânia Noise Festival sobre os DELINQUENTES

O que foi falado dos DELINQUENTES no Goiânia Noise Festival

TENHO MAIS DISCOS QUE AMIGOS

Por: William Galvão


"Direto de Belém do Pará, os veteranos do Delinquentes fizeram o melhor show de hardcore/punk da noite, com exceção do Exploited. Os caras têm bastante presença de palco e entrosamento entre si, talvez isso se deva aos 28 anos de estrada. A gigantesca roda de pogo formada em quase todo o show mostra que a galera ali também sabia bem o que estava fazendo.

O quarteto faz um hardcore/punk cru, mas também mistura bem o mais agressivo trash metal e o rock industrial. Um dos shows que quem foi ao festival não poderia deixar de ver."

delinquentes1 Resenha: 19º Goiânia Noise Festival
Foto: Renato Reis

LINK: http://tenhomaisdiscosqueamigos.com/2013/12/11/resenha-19o-goiania-noise-festival/2/


ROCK EM GERAL

Por Marcos Bragatto


"Mas poucas bandas têm o domínio de palco e do público como o Delinquentes, que vem para mostrar que o Pará não vive só de guitarrada e de música de gosto duvidoso e visual borrado. O grupo, veterano, tem um entrosamento espantoso sobre o palco, o que resulta seguramente no melhor show entre as bandas de hardcore, punk e adjacências que tocaram antes do Exploited. O perturbado vocalista Jayme Katarro tem o público na mão e comanda a maior roda de pogo do festival. O som da banda há tempos deixou de ser o hardcore de raiz e hoje emana um peso extraordinário, incluindo referências ao metal contemporâneo: uma massa sonora que garante pogo, bateção de cabeça e tudo que não pode faltar num show der rock pesado de verdade."


Jayme Katarro lidera a impressionante performance do Delinquentes no Goiânia Noise Festival
Foto: Marcelo Costa
Jayme Katarro lidera a impressionante performance do Delinquentes no Goiânia Noise Festival



SCREAM & YELL 

Por Marcelo Costa


"Já os Delinquentes, banda formada em 1985, em Belém, continuam afiadíssimos. Jayme Katarro (foto) conduziu o esporro movido a cachaça de Jambu, dividida com a galera do gargarejo, e fez questão de frisar: 'O Pará não é só tecnobrega. Tem banda muito boa lá'. A começar pelos Delinquentes."


Foto: Marcelo Costa



ROLLING STONE

Por Antonio do Amaral Rocha


"Do Pará, o Delinqüentes (foto) se dedicou a um hardcore cru, com direito até a um carimbó com pitadas de heavy metal."



Entrevista com Jayme Katarro no site do Goiânia Noise Festival, as vésperas do festival.



[05/12/2013] “Paquerávamos o Goiânia Noise há tempos”, confessa o Delinquente Jayme Katarro

Postado por Monstro Discos - 05/12/2013, 17h39
Com Hardcore bem rápido e agressivo, os Delinquentes vão energizar a noite mais punk da história do Goiânia Noise. Os caras vão se apresentar na sexta-feira, 6/12, ao lado de Sangue Seco, As Radioativas, Zefirina Bomba e The Exploited.
A veterana banda de Belém tem 25 anos de estrada é formada por Jayme “Katarro” Neto (Vocal) Pedrinho (Guitarra) Pablo Cavalcante (baixo e backing vocal) Raphael Lima (bateria e backing vocal).
Em entrevista, Jayme Katarro não escondeu a ansiedade de dividir o palco com um dos expoentes do punk rock, o The Exploited. “Imagina só você curtir uma banda desde os anos 1980 e de repente ter a oportunidade de tocar junto com eles”.
Qual a expectativa de tocar pela primeira vez no Noise?
Do tamanho do tempo de banda que temos (risos). Já paquerávamos o Goiânia Noise há tempos, sempre ouvíamos falar aqui, mas faltava o contato. Fora que nunca fomos a Goiânia, então amplifica a ansiedade.
Como é estar na estrada há tantos anos e ainda por cima fazendo hardcore no Pará?
Apenas fazemos o que gostamos. Há alguns anos a banda quase acabou, mas rolou uma reviravolta na formação e demos uma repaginada, o que melhorou ainda o nosso percurso. Tocar aqui em Belém seja hardcore, metal ou até mesmo rock, é normal. Há as dificuldades, como falta de espaços, etc. Mas existem muitas bandas, de variados estilos. Bandas bem legais que só precisam de uma oportunidade para mostrar sua cara pra fora. A nossa maior dificuldade sempre foi a distância.
Além de estrear no Noise, vocês tocam na mesma noite que o Exploited! Como será?
Cara, aí fodeu!!! (risos). Imagina só você curtir uma banda desde os anos 80 (85, mais precisamente) e de repente ter a oportunidade de tocar junto com eles. Para mim é na mesma equação que para outra pessoa tocar com um Anthrax ou mesmo um Metallica, guardada as devidas proporções. Uma banda que nos influenciou bastante e agora estar ali, no mesmo palco. Fora isso, será bem legal tocar também com amigos que já conhecemos de longas datas, alguns já tocamos juntos, outros não, como Zefirina Bomba, Ressonância Mórfica, Sangue Seco.
Mônica Carvalho

Fotos do DELINQUENTES no Goiânia Noise Festival por João Pedro (A Gambiarra)









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